A política é algo de muito insólito!

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Que o digam os Lamacenses que indicaram o nome do Petrus PAAC Lhamacensis para integrar a lista da laranjada, como  candidato à Assembleia Municipal, representando Santa Maria de Lhamas!!! E viram o seu nome vetado…

Reza a história que, nas últimas autárquicas, esta terra tinha dois “putados” na assembleia municipal: um era o Martinzito, que estava em terceiro lugar da lista, e o outro o Tono da Estrela (ex presidente da junta), que estava em sexto lugar. Porém, a história recente, com a mal afamada “lei da parvaridade”, veio impor novas condicionantes nas listas… e assim sendo, uma vez que os lugares de Lhamas teriam de ser ocupados por mulheres, a concelhia laranja solicitou que as freguesias apresentassem os seus candidatos, mas sempre que possível apresentassem mulheres para a “parvaridade”.

O recado terá chegado a Santa Maria de Lhamas… o nosso estimado “Xico Lhamas” logo se apressou em responder à missiva da laranjada, dizendo que o “pobo de lhamas” estava disponível a abdicar de um dos lugares, desde que… (aqui é que a laranja azedou!)… o mesmo fosse colocado em lugar elegível!

Na resposta a esta missiva o “Xico Lhamas” e seus comparsas apresentaram dois nomes, um homem e uma mulher. O homem, o seu candidato preferencial, era, nem mais, nem menos, que o Petrus PAAC Lhamacensis, que segundo muitos lamacenses reunia as melhores condições para dar um bom contributo à Assembleia Municipal da Coba. Quanto à mulher, tratava-se de uma professora do Colégio de Lamas, ilustre desconhecida, que (talvez) nem saiba muito bem como foi cair nestas liças…

Com o recado nas mãos, competia ao “Midinho” e seus parceiros laranjas, decidir, ou não (?), a inclusão de Petrus PAAC Lhamacensis na lista para a Assembleia Municipal. Ao que parece, numa primeira instância, pelo menos até, praticamente, às vésperas do plenário dos laranjas, o seu nome era veiculado para integrar a lista. Eis quando, senão, o insólito acontece…

Alguém, que não se sabe bem quem, mas adivinha-se (?), terá criado a última regra deste jogo das autárquicas. É regra ditava: “Nenhum funcionário da autarquia poderá integrar as listas!”. Com esta regra, de última hora, os laranjas conseguiam o maravilhoso feito de vetar o nome preferencial apresentado pelos Lamacenses e, ao mesmo tempo, optar pelo segundo nome da terra, a tal professora e ilustre desconhecida…

Mas o insólito não se fica por aqui…  até à data, nem “Midinho”, nem nenhum parceiro laranja tiveram a coragem de ligar com o Xico de Lhamas e comunicar a sua decisão! E, ao que parece, o constrangimento é tanto que… nem ao próprio Petrus PAAC Lhamacensis deram uma palavra, em jeito de justificação! Talvez não saibam o seu paradeiro, ou até tenham-se esquecido do contacto que por lá deixou quando esteve na concelhia laranja!!!

Será razoável este tipo de atitudes? Os funcionários públicos, ou autárquicos, não podem ser cidadãos como os outros? Onde ficam os direitos constitucionais de eleger e ser eleito? Quem tem o direito de vetar os nomes de cidadãos idóneos apresentados pelas freguesias?

Assim é a política local…  insólita! Ou terá sido assim uma espécie de limpeza?!

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