Bon jour!
Cheguei, mais uma vez, para um curto período de férias, a gozar neste nosso concelho profundo que se chama Santa Maria da Coba. Desta vez, porque queria ver de perto o funcionário mais recente do aeroporto pedras rubras, o tal Agáum-en-um, viajei de avião.
A companhia escolhida foi, claro está, a Air France. Por uma simples razão (talvez duas): além das passagens serem mais baratas do que na Tap, os senhores franceses ainda oferecem o Le Monde, esse verdadeiro meio de comunicação jornaleiro que vai esclarecendo, diariamente, e por essa europa fora, a velha guarda renascentista.
Gostei, como gosto sempre, de todas as (boas) notícias do jornal. Por isso, em Sua homenagem (sua mesmo, leitor do Kouzas), decidi que este post iria versar acerca dos jornaleiros da “nossa” (salvo-seja) Coba e do seu papel (tipo Mata-Borrão - papel grosso e poroso, próprio para limpar borrões de tinta deixados pela caneta) nesta espécie de vida social à sombra de um velho castelo.
C’est ça!
Pois então, cá vamos...
Esta terra da Coba e da febras, é regionalmente conhecida por possuir vários pasquins de referência, quais Terras aclamadas por Correios de Activos e Notícias desta-ou-daquela terra. Onde se empregam os verdadeiros Jornaleiros do “Mata-Borrão” que insistem em limpar as palavras que mais lhe interessam.
Representando quase 1% da população do país, a verdade é que o concelho da Coba mereceria ter quase um diário, tal é o manancial de informação que todos os dias nos entra pela porta adentro. Quando digo “pela porta adentro”, refiro-me, evidentemente, à porta USB do meu portátil que recebe a “Pen” da operadora móvel de Internet.
Pois bem, a verdade é que, não fossem os blogues que proliferam por vários pontos geográficos do concelho, ficaríamos, irremediavelmente, afastados de toda a informação, desinformação e verdade das kouzas que vão fazendo palpitar o nosso quotidiano. Isso sim, é trabalho de informação e serviço público.
Não são raras as vezes que os ditos Jornaleiros do “Mata-Borrão” (de cartão profissional e tudo), pegam, a reboque de um qualquer post blogueiro (que ninguém lê mas toda a gente sabe que existe), nas chamadas notícias fracturantes e que, supostamente, poderiam ter sido um verdadeiro “furo” para os verdadeiros e profissionais homens e mulheres dos pasquins.
Há beaucoup de temps que não consigo ler uma notícia nos pasquins de referencia da Coba que não tenha surgido há pelo menos uma semana num qualquer blog da terra.
Do mesmo modo, há muito, muito tempo, que não se consegue ler nos pasquins de referência da Coba um único trabalho de investigação jornalística. Zero. Zero. Zero.
A única coisa que aparece com fartura (principalmente no pasquim referencia das referências de todas as Terras) são os avisos das finanças e principalmente da Cambra – Isso dá cá uma Nota... preta... €€€...
Por isso quando dizem que a Cambra controla a comunicação social, isso é a mais pura e objectiva mentira. As informações da Cambra preenchem muitas páginas das edições mas, pelo meio, aparecem muitas vezes uns resumos de qualquer coisa importante de que se fala no café...
No entanto, da Cambra não se pode dizer mal nos pasquins. O que seria de um empregado a dizer mal do patrão, escrevendo do piorio a de quem lhe paga o salário?
Percebem agora, os estimados leitores, porque é que na “nossa” Coba não há investigação jornaleira?
E depois, ainda temos as linhas directas dos gabinetes dos avariadores para os gabinetes dos adirectores e ajornaleiros chefes dos pasquins. “- é pá, não publiques essa kouza” ou “hó pá, dava jeito malhar na opus.
- Voilá!
Fala-se até de um ou dois famosos jornaleiros a-Dias e seus respectivos conjugues que são os responsáveis pela imprensa na lista que recandidata o barbinhas. Coincidências?
- Pronto, mas deixem para lá. Isto são só basófias.
O que de facto está a dar são os blogues. E nessa matéria, o Kouzas é de facto, a referência maior e incontornável da kouza. Também já tem havido tentativas de “cooperação” entre os gabinetes dos avariadores e até do alcaide-mor mas, verdade seja dita, como o blogue é parcial, não se pode dizer que tenha havido controlo, censura ou tecla azul.
Confesso que o actual post é completamente contrário à linha editorial definida pelo blogboss KL. Mas que se dane. Está quase a apetecer-me defender que os avisos da Cambra também cá possam ser publicados. Sempre era mais uns cobres para nos ajudar a aumentar a capacidade do disco duro.
Em todo o caso, o Kouzas, e isto agora é muito a sério, merecia entrar para a história. Merecia quem sabe, uma homenagem daquelas que o Barbinhas faz no Salão Salchichas Nobre da Cambra no dia da liberdade.
É, de facto, o maior e mais rápido meio de comunicação que, ainda por cima, insiste em comunicar as “novas” à populaça. Que insiste em prestar um (quase) verdadeiro serviço publico de informação ao povo.
Com humor (à vezes). Sem isenção (será?). Com toda ou quase toda a verdade (ummmm!!!)
Mas, acima de tudo, sem papel “Mata-Borrão”....
C’est tout!
Aurevoir,
Voltaire
NOTA: Este post é da exklusiva responsabilidade deste vosso amigo francês. O Blogboss KL e o Shrek nem sonham que eu lhes estou a dar graxa. Mas é merecida pelo excelente trabalho que eles têm vindo a fazer nos últimos anos, ao serviço da (des)informação neste nosso concelho da Coba...
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