Comissão Coordenadora de Aveiro

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 Miguel Viegas e Antero Resende com os trabalhadores corticeiro em luta

Numa acção de solidariedade com os trabalhadores corticeiros em luta, Miguel Viegas, cabeça de lista da CDU pelo círculo de Aveiro às próximas eleições legislativas, acompanhado de Antero Resende, 4º candidato da mesmo lista, estiveram hoje de manhã à porta da APCOR, onde decorre desde o início da semana uma vigília promovida pelo Sindicato dos Corticeiros do Norte.

Num momento em que se discutem os milhões de euros de apoio do Plano de Apoio à Industria da Cortiça (PAIC) que irão mais uma vez parar às mesmas mãos de sempre, ou seja, aos grandes grupo monopolistas que dominam o sector da cortiça e o sector financeiro, os patrões da APCOR regateiam cada tostão quando se trata de discutir os já de si magros salários dos seus trabalhadores. A associação patronal chega mesmo ao cúmulo de propor um congelamento salarial, numa atitude de total desrespeito por quem trabalha e trabalhou durante décadas, criando riqueza que se foi acumulando nas mãos uns poucos à custa da exploração da maioria.

Na reunião que ambos os candidatos tiveram com o Sindicato dos Corticeiros do Norte, e posteriormente nos contactos mantidos com os trabalhadores, foram trocadas um conjunto de valiosas informações acerca do sector e designadamente das empresas mais problemáticas que motivaram de resto e no passado recente intervenções do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República (Facol, Corticeira Janosa, Cortiças Nogueira, Abel Costa Tavares, Subercor, Vinocor etc...). Sobre o PAIC e segunda a análise de Miguel Viegas, é sintomático que, dos 180 milhões de ajudas previstos, 100 milhões estejam destinados a linhas créditos (1º eixo), 60 milhões para seguros de créditos à exportação e 20 milhões para campanhas de promoção da cortiça e seus produtos no exterior (2º eixo). Ou seja, quem mais uma vez irá beneficiar dos apoios serão as grandes empresas que dominam o sector e particularmente a vertente de exportação. O 3º eixo é também significativo pois destina-se à consolidação do sector, apoiando operações de fusões e aquisições, ignorando por completo que muitos dos actuais problemas deste ramo industrial decorrem precisamente da posição dominante de grandes empresas (com o Grupo Amorim à cabeça) que controlam o acesso à matéria prima e sua preparação, mas também dominam a jusante não só a colocação do produto final no mercado interno e externo mas também o mercado de subprodutos da cortiça. Quanto 4º e último eixo, destinado à valorização da mão de obra e à manutenção dos postos de trabalho, os seus propósitos são vagos, os objectivos inexistentes e a dotação financeira nula.

Perante este filme visto e revisto, cabe aos trabalhadores continuar a luta, unidos à volta do seu Sindicato de Classe e perceber que esta situação decorre de décadas de politicas de direita levadas a cabo por PS, PSD e CDS, que são objectivamente os partidos do capital e dos grandes interesses económicos. Para alterar esta situação importa dar mais força à CDU por forma a alterar a correlação de forças existente na Assembleia da República. Só assim teremos politicas mais justas, com mais e melhores direitos para quem trabalha e com uma repartição mais equitativa da riqueza criada. A CDU, pela voz dos seus candidatos Miguel Viegas e Antero Resende compromete-se a acompanhar esta vigília e intervir onde for possível para denunciar todas estas profundas injustiças que querem impor aos trabalhadores corticeiros.

Lamas, 28 de Julho de 2009

A Comissão Coordenadora Distrital da CDU

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