Informação
Relativamente à Assembleia de Freguesia, e, apesar de não termos eleitos da CDU na mesma, comparecemos na grande maioria das reuniões, tendo pedido para intervir depois da ordem de trabalhos, onde exposemos os nossos pontos de vista e ao contrário de outros, temos feito bastante pressão para alterar este estado de acontecimentos, tornando-se por isso uma voz incomoda para a Junta.
Denunciamos e tornamos público situações relacionadas com fontanários e análises de água, abandono, laicismo e degradação dos estabelecimentos de ensino escolar, abandono da rede de tanques públicos, ligações clandestinas de águas residuais à rede pluvial, esgotos a céu aberto, poluição e destruição na Ribeira da Lage, depósito e lixeiras na freguesia, degradação e abandono do nosso património histórico e aproveitamentos por parte de privados de espaços de fruição pública.
Será pelo facto da CDU ser incómoda e persistente que a Junta de Freguesia depois de um mandato de inoperância anda agora aceleradamente a tentar mostrar capacidade de iniciativa, aquilo que nunca teve nestes longos e penosos 20 anos de presença ininterrupta à frente do destino da Freguesia de Fornos.
A CDU está como sempre esteve à inteira disposição de todos os Fornenses, de todos os cidadãos indiferentemente da sua filiação ou orientação partidária, sempre com o primeiro e único interesse que é ouvir os seus problemas, escutar as suas preocupações/anseios, com um e só objectivo, ajudar a resolver os problemas e não ser ou fazer parte deles.
A CDU deseja a todos os Fornenses umas óptimas férias 2009
Passados 4 anos deste mandato da Junta e da Assembleia de Freguesia de Fornos, a CDU pensa ser mais que oportuno fazer um breve balanço da actividade destes dois órgãos durante este período de tempo. Começando pela Junta de Freguesia, lamentavelmente, a CDU entende que os objectivos prometidos em campanha ficaram muito longe de serem alcançados, trazendo com isto vários problemas e até prejuízos à população Fornense. Nomeadamente:
PARQUE MANUEL DA SILVA PINTO (Manuel Mota)
Parece que se encontra eternamente em obras. Desde a sua aquisição que o sistema de parqueamento se encontra por definir no solo. O estaleiro da junta no local, que serve igualmente de depósito de entulhos e lixos, nunca foi vedado como mandam as regras de espaços públicos onde as crianças podem circular, como é o caso. Por sua vez o parque infantil contrariamente ao que prevê e obriga a lei mantém o piso coberto com areia. Como se não bastasse é mantido um rectângulo de areia que ocupa uma boa parte do parqueamento, conspurcada por fezes de animais, a pretexto de se jogar ali voleibol de praia, uma vez no ano.
Nunca foi cabalmente esclarecida a transacção da barraca que era pertença da Comissão Fabriqueira para as obras da igreja. Está na posse da Junta de Freguesia, sem se saber se a mesma resultou em algum proveito para a paróquia de Fornos. Porque mudou ela para a localização actual? Que mais-valias reverteram para a comunidade paroquial? Quando ela é cedida em concessão (como este ano) para quem revertem esses fundos, se é que existem? Ouve concurso público para a atribuição dessa concessão ou foi a pedido?
Cemitério e capela mortuária
Somos hoje uma freguesia sem instalações condignas para o funcionamento da Junta de Freguesia. A serem tão ágeis na resolução do problema como foram até agora, corremos o risco de esperarmos novamente vinte anos ou mais para o órgão máximo da vida autárquica da freguesia voltar a ter instalações condignas. Até esse dia que se afigura distante iremos ter os mortos por cima dos vivos, facto que não deixa de ser peculiar.
Ao fim de mais de 15 anos de promessas, a capela mortuária foi finalmente concluída. Trata-se efectivamente de uma situação de remedeio bem mais modesta e longe das soluções optadas para outras freguesias. Comparativamente gastaram-se mais verbas na envolvente exterior do que na obra em si mesma mas, descoraram-se quer nas rampas para deficientes quer nas escadarias, a presença de qualquer corrimão ou apoio, num desprezo total para com a idade avançada e fragilidade de muitas das pessoas que por ali vão subir e descer, tantas vezes carregando caixões à mão, privilegiando-se os aspectos de beleza arquitectónica.
Quanto ao cemitério, não se compreende, a não ser pela ânsia de fazer mais-valias económicas com as vendas de campas, que se vá avançar para o seu alargamento quando nunca se requalificou o cemitério antigo. É premente a sua reestruturação bem como a melhoria da sua iluminação e segurança. Os passeios do cemitério novo exigem uma intervenção que tarda em ser feita, pois encontram-se na mais completa degradação. Constitui um espectáculo degradante a presença dos caixotes do lixo à porta do cemitério, com o lixo tantas vezes espalhado pelo chão.
Ensino e rede escolar
Para quando o centro escolar de Fornos? Metade das freguesias já têm o seu parque escolar em obra ou em processo adiantado, só a nossa freguesia é sempre a última em tudo.
A Junta de Freguesia nunca teve um papel activo para resolver os graves problemas da rede escolar de jardins-de-infância e do 1º ciclo, apoquentando assim alunos, professores e encarregados de educação. Têm sido aliás os encarregados de educação os personagens mais activos neste âmbito dado que se sentem desamparados pela Junta de Freguesia, que se limita a cumprir com o mínimo a que está obrigado por protocolo camarário.
Sempre se recusaram assumir (ou patrocinar) um ATL de prolongamento de horário para as famílias que trabalham, que representaria um encargo de 6.000 euros anuais, mas, gastam cerca de 15.000 euros nas festarolas de dois ou três dias por ano, que patrocinam e organizam a coberto da Fornos Cresce. Como é possível continuar a orçamentar anos a fio verbas destinadas à “Associação Fornos Cresce”, se a mesma não está legalmente constituída. Que contas presta esta associação?
Acessibilidades
Como é do conhecimento de toda a população, até porque o sente diariamente nas suas deslocações, a freguesia continua a carecer de infra-estruturas rodoviárias que muita falta fazem para uma melhor circulação e acessibilidade ao meio envolvente. Para quando a rotunda na zona da antiga “loja do Lino”, onde tantos acidentes se têm dado? Para quando uma intervenção digna desse nome (no sentido de se acabar com os acidentes) na estrada que desce da ponte do Farinheiro?
Até muito recentemente sempre que se falava em intervenções na estrada nacional que atravessa a freguesia, a junta argumentava que esta não lhes pertencia, ultimamente até passeios fizeram na mesma. Estes passeios correm o risco de entrarem no anedotário local, pois em alguns locais de elevada perigosidade, pouco mais têm do que um palmo de largura, constituindo assim um perigo para os peões que se vêm obrigados a circular pela via. Não foram atendidas as necessidades nem dos Fornenses com limitações de locomoção nem dos idosos, pois não se construíram rampas para os mesmos nem qualquer passadeira para peões. Igualmente em toda a freguesia só existem três paragens de autocarro cobertas.
Água e saneamento
Infelizmente para todos os Fornenses as obras do saneamento nunca mais chegam. Deixa muito a desejar o acompanhamento feito pela Junta de Freguesia na pessoa do seu presidente, que na Assembleia Municipal (quando comparece) nunca tomou qualquer posição ou levantou qualquer questão sobre o assunto.
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