S.J.Ver - “carjacking”

Empresário escapa a "carjacking" e tirosimage

Foi atacado quando estava parado à porta de casa, em S. João de Ver, Feira

Um homem de 52 anos, residente em S. João de Ver, Santa Maria da Feira, foi alvo de uma tentativa frustrada de "carjacking", na noite de anteontem, segunda-feira. Os assaltantes dispararam três tiros quando o proprietário encetou a fuga.

O empresário está emigrado no Luxemburgo, encontrava-se há poucos dias em Portugal para tratar de assuntos pessoais. Anteontem, cerca das 22.20 horas, esperava que o portão eléctrico se abrisse para poder entrar na sua residência, no Lugar da Giesteira, S. João de ver, quando foi surpreendido pelo aparecimento de uma carrinha Audi, preta, de modelo não identificado, que parou atrás do seu Mercedes, um C 63 AMG.

Três indivíduos encapuzados saíram do Audi e tentaram abrir as portas do Mercedes que se encontravam fechadas. Um deles chegou junto à janela do condutor e com a ameaça de uma arma de fogo tentou convencer o condutor a sair e a entregar as chaves do carro.

Só que o empresário, que se encontrava acompanhado pela esposa, não se deixou intimidar, arrancando de forma repentina. Na fuga, embateu na viatura que estava a tentar impedir a fuga, arrancando-lhe um dos pára-choques e conseguiu sair do local a grande velocidade.

Ao ver o homem escapar-se no automóvel, o assaltante que estava armado efectuou três disparos em direcção ao Mercedes.

Os projécteis atingiram o vidro traseiro, do lado do condutor, um pneu e a mala, causando prejuízos ainda não avaliados. Por sorte nenhum dos ocupantes foi atingido pelos projécteis. O emigrante acabaria por pedir auxilio à GNR, que se deslocou ao local.

Ao que o JN apurou, os tiros terão sido efectuados por um revólver, o que é sustentado pelo facto de não terem sido encontrados no local quaisquer invólucros de munições.

A investigação do caso já foi entregue à Polícia Judiciária mas ainda não foram detidos quaisquer suspeitos.

Ao fim da tarde de ontem, a vítima ainda não tinha recuperado totalmente do susto e, por isso, recusou dar pormenores ao JN sobre o sucedido.

Por Salomão Rodrigues In JN

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