A última vez que ali tinham estado, aquilo tinha sido um espectáculo. Foi na tomada de posse da novel assembleia de freguesia. Com os mesmos actores a coisa prometia. E o palco, sim porque a acção decorria num palco, também era o mesmo, o do salão nobre do Centro Social de Canedo.
Mas pode ser o palco o melhor que há, os actores, idem aspas, aspas, já nem falando nos cenários, o som deita tudo a perder: pura e simplesmente, não se ouve.
Não se ouviram então as tradicionais pancadas de Moliere, também outras não houve, era o que faltava. Lembramos que era a 1ª reunião da assembleia de freguesia e logo extraordinária e o tema era quente e mal cheiroso, ou não se fosse falar de lixo e do aterro sanitário.
Da tomada de posse, ficou para a memória futura a desafinação na bancada laranja e independente. Cantaram todos no mesmo tom, só que aquele si(m), não estava na partitura, saiu pífio de todo e de resultado totalmente contrário.
Só que desta vez, aquilo estava tão afinadinho que parecia o Coro de Santo Amaro de Oeiras. Deu gosto a ouvi-los todos a uma só voz: não queremos o aterro sanitário em Canedo. E aqui todos são mesmo todos. PSD, PS e INDY, só o Abélix estava um pouco desafinado, mas vai ao sítio com mais uns ensaios. Mostrou vontade e o Maestro, o Dr. Bingo, mostrou muita paciência.
Diz-se que quando não se quer fazer nada, nomeia-se uma comissão. Esperemos que não, mas já cá canta e formada por dois elementos de cada “grupo parlamentar” mais os dois presidentes: junta e assembleia e aquilo andava tudo aos pares, assim é que é, e à dita cuja, juntaram-se mais dois da “Movimento de cidadãos contra o aterro” com os votos contra do PS por esta inclusão. Aqui ainda eram contas a ajustar desde as últimas refregas contra a lixeira. Dizia o porta-voz xuxa, justificando o não: “queremos gente com vontade e tempo para trabalhar” e senão foi assim, foi mais ou menos. Mas aqui, sei de quem é a culpa: da acústica. O mesmo socialista, já antes tinha dado esclarecimentos técnicos sobre o biogás e a sua perigosidade nos aterros. Vê-se que domina completamente o dossier.
Comissão criada, assembleia terminada.
Já há anos que não entrava no Centro Social, para assistir a uma assembleia. Eu, que como diria o Malato: já fui ali muito feliz. Voltei e de “kodaque” em punho, como me tinham sugerido aqui no blogue. E digo-lhes: Ao vivo tem outra graça.
(VOLTAR)