É do conhecimento geral que havia um entendimento prévio no sentido da constituição de um executivo alternativo ao que seria proposto pelo P Junta. O não conhecimento do disposto no art. 24º. Nº. 2 da Lei 169/99 fez desabar tudo. Ficou e foi cumprido algum compromisso que ficara assumido e isso só pode honrar os cumpridores. Mesmo que pudesse considerar-se um “negócio” prejudicial, o seu cumprimento dignifica os que cumprem. Ter-se-á conseguido, diz-se, ao menos deixar uma “espinha” na garganta de alguém que tudo tentou para a evitar e que rejeitava liminarmente. E que se não diga que a freguesia ficou a perder. Ficou, pelo menos, igual.
A indignação “postada” surgiu só e só porque os três eleitos do PS (e não adianta os apelos ao basismo partidário quando ele parece dar jeito) e, infelizmente são só três, depois de muito acertarem entre si (e cabia só a eles tomar posição, digam o que disserem em defesa do contrário) decidiram rejeitar o amigo de peito (dele – sabem de quem estou a falar). Foi só e só isso que fez amargo de boca e provocou a saída quase antes de entrar. Como se houvesse a precisão ou a obrigação de escorar o amigalhaço do (agora não) amigo.
Quanto à equipa “séria e digna para trabalhar nas caldas” – expressão que foi repetida até à exaustão – quem sabe se, agora, ela até possa ser constituída. Desde que não seja para dar abébias a um qualquer amigalhaço. A “chave” da secção ficou agora na posse do Pres. da Assemb. Geral que a guardará até às eleições estatutárias no primeiro trimestre de 2010. E fica tão bem guardada e a produzir efeitos idênticos como com o anterior (interino). Porque passado que foi este ciclo eleitoral, entra-se numa quase hibernação partidária. Ou não?
Agora evitar que “alguns elementos do PS tomem posições públicas” foi “seta” mesmo para mim, claro. Eu diria, en passant, que, infelizmente, são poucos os que tomam posições públicas. Uns por “deixa andar” e outros que gostariam de as tomar, se fossem capazes. E ali (na reunião, visto isso convocada com o fito de me fazer calar) isso foi claramente insinuado. Só que, a mim, não é um qualquer zaqueu da política que temporiza o meu falar, nem determina o que eu tenha para dizer. Como eu prefiro um qualquer fariseu (da politica), porque, pelo menos, tem alguma bagagem para dar alguma luta! Eu, em politica e também em politica local, não pugno por qualquer amigo ou amigalhaço. Tenho ideias próprias, expresso-as e defendo-as, na minha forma e no meu tempo. E sempre lealmente, de caras. Contra ou a favor consoante ache mal ou bem alguma actuação.
Não tenho lugar em qualquer órgão, nem lutei por ele. Não integrei, desde 2005, inclusive, qualquer lista autárquica, nem meti cunha para integrar, pelo que qualquer insucesso não me poderá ser assacado. Acreditei, francamente, na candidatura deste ano, lutei por ela, trabalhei para ela, bem mais do que o meu físico aconselhava. Porque dei, sobretudo, trabalho de servente. Bastante, ao invés de alguns outros.
Mesmo não estando em qualquer órgão, foi babusado que “eu devia dar lugar aos novos”. Interrogo-me que lugar? Não posso dar lugar que não tenha. Não darei, nunca, o meu direito de comentar, criticar ou elogiar, seguindo os meus próprios critérios.
A secção das Caldas de S. Jorge foi fundada informalmente no fim de 1974 (com uma garagem como ponto de reunião) e oficialmente no início de 1975, passou por muitos altos e baixos, esteve muito activa e muito parada, correu todos os ciclos e lá se foi mantendo. Eu dei algum contributo para a sua fundação e para a sua manutenção. E quem sabe se ainda poderei dar mais algum. Porque, e disse-o alto e claramente, mesmo com o peso da idade, não tenho receio de contrapor ideias mais escorreitas a outras carregadas de teias de aranha, ainda que em caixa mais recente de formação. Eventualmente terá continuação.
José Pinto da Silva
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