Mozelos: Queda da varanda fatal para moldava

Uma mulher de nacionalidade moldava, com 32 anos, morreu ontem depois de cair da varanda onde estendia roupa, numimage prédio de Mozelos, Santa Maria da Feira. Deixa marido e uma filha menor, que vive na Moldávia.

A tragédia aconteceu na Rua do Gesto, onde a vítima,Mariana Cernih, de 32 anos, vivia com o marido e um casal mais velho há cerca de dois anos. Ninguém percebeu como é que a mulher escorregou da varanda do segundo andar, enquanto estendia a roupa, tendo morte imediata ao cair no chão.

O acidente ocorreu por volta das 14.15 horas, pouco depois da família - Mariana, o marido e um casal mais velho - ter chegado a casa das compras. "Ela estava a pôr roupa a secar, escorregou e caiu. Ainda a vi com as pernas no ar", disse ao Correio da Feira Hugo, que mora no terceiro andar, por cima da casa da vítima.

Vitorino Queirós foi o primeiro a chegar junto de Mariana. "Ela caiu com a parte direita da cabeça no chão. Ainda corri a pôr-lhe a mão, mas já não havia nada a fazer", referiu a testemunha, que estava na garagem com a mulher e os filhos quando aconteceu o acidente. "Ela não gritou, mas ouvi um estrondo e quando olhei vi-a a bater com a cabeça no chão e as pernas ainda no ar", afirmou.

Segundos depois, Vitorino Queirós ouviu os gritos do marido da vítima que, tendo-se apercebido da tragédia, correu "pela escadaria abaixo" em direcção à entrada das garagens, onde jazia a mulher. Depois do primeiro impacto, o marido foi conduzido ao apartamento onde habita, segundo vizinhos, com um outro casal mais velho, para ser interrogado. "Não sei se são familiares deles ou amigos. Eles são muito reservados", referiu um vizinho. Mariana Cerih deixa uma filha menor, que reside na Moldávia.

No local estiveram a GNR de Santa Maria da Lamas e os Bombeiros Voluntários de Lourosa. Minutos depois do acidente, uma multidão de pessoas foi-se juntando em redor do prédio. Alguns apontavam o dedo ao facto de as varandas daquele prédio serem "muito baixas". Já Vitorino Queirós, residente, é da opinião de que "o problema é o piso que é muito escorregadio".

Salomão Rodrigues no JN

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