5 Candidatos 5 Questões - Transportes

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1ª Questão

A rede de transportes no nosso concelho é deficiente ou mesmo inexistente. As ligações entre as várias freguesias do concelho são uma miragem. Há pessoas que têm uma consulta no hospital da Feira a meio do dia e têm de vir de manhã muito cedo e apenas voltam para as suas casas à noite, porque apenas há transporte ao fim da tarde! Que tem previsto para este problema em concreto? Ou para quando uma rede de transportes que cubra todo o concelho?

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Alcides Branco (PS)

Temos uma convicção. A rede viária em Santa Maria da Feira é muito deficiente e nunca existiu um planeamento concreto que pudesse melhorar as interligações internas. Temos que dialogar com os privados e pôr ao serviço da população um serviço de transportes públicos condigno que sirva todos os Feirenses. Falta-nos um Centro de Transportes multimodal. No nosso programa eleitoral temos como objectivo organizar um sistema de mobilidade concelhio, reforçando o transporte colectivo. Queremos ter um concelho menos poluído e para isso é preciso privilegiar o transporte colectivo público em detrimento do automóvel. Para isso temos que criar condições para que as pessoas possam utilizar com regularidade o transporte público. Queremos concretizar duas vias que fazem falta e ajudarão a estruturar o concelho, as vias Feira/Nogueira, Feira/Arrifana, prometidas e nunca cumpridas.

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Alferes Pereira (CDS-PP)

Vamos sentar à mesma mesa os diversos agentes nas áreas dos transportes de forma a estudar novas soluções, apostando em soluções mais amigas do ambiente. De facto, se a pessoa for de longe só tem mesmo aquela “carreira”. Entendemos que o negócio deve entregue a privados mas a Câmara pode estabelecer protocolos e acima de tudo, controlar a actividade.

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Alfredo Henriques (PSD)

Os transportes públicos no Concelho estão, na sua maioria, entregues a operadores privados. A rede actual de transportes foi implementada em função dos locais de emprego das pessoas. Neste momento temos já um estudo desenvolvido por professores da Universidade do Porto, feito numa parceria da Câmara com as empresas transportadoras que actuam no Concelho. Nesse estudo em que se coordenados e rentabilizados os percursos dos vários operadores, tendo em vista o melhor serviço à população, quer em termos de percursos, quer em termos de horários. Uma das preocupações é facilitar os acessos aos principais equipamentos concelhios, tais como o Hospital.

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Antero Resende (CDU)

Antes de mais é urgente a definição de estratégias de localização, distribuição e desenvolvimento das actividades industriais, turísticas, comerciais, de saúde, de educação e de serviços. Por isso, como se depreende, reveste-se de assaz importância a aprovação do novo Plano Director Municipal que foi iniciado no anterior mandato com um ciclo de conferências temáticas e continua envolto numa penumbra de desculpas após mais de cinco anos ausência misteriosa.

Numa época de crescente mobilidade, o desenvolvimento dos municípios encontra-se, cada vez mais, ligado à qualidade das suas infra-estruturas de comunicação e transporte.

A acessibilidade é fundamental para determinar a localização de actividades económicas, e diferenças na acessibilidade podem-se traduzir em variações no preço dos terrenos e, portanto, na organização do espaço urbano. A facilidade de transportes colectivos propicia também o desenvolvimento de áreas residenciais.

A análise da inserção na rede exterior das vias que servem o concelho assume um papel fundamental na compreensão das relações estabelecidas com os principais pólos exteriores de geração e atracção de deslocações, estabelecida em função da qualidade das acessibilidades existentes.

Partindo do trabalho quase residual feito pelos sucessivos executivos PSD no que se refere à Mobilidade Urbana, começaremos por criar e dinamizar o funcionamento de uma Comissão Municipal de Trânsito e implementaríamos um Plano de Circulação, Transportes e Estacionamento do Município. Esse plano será consubstanciado nas propostas do PDM e passará entre outras opções, pela qualificação da rede viária existente, pela criação de novas acessibilidades e pela implementação de medidas complementares de circulação, como a sinalética rodoviária, informativa e de estacionamento.

A fim de entrosar com a filosofia e os objectivos descritos, apostaremos primeiramente na construção e funcionamento em pleno de uma “Estação Central Rodoviária”, em articulação com a via-férrea do Vale do Vouga.

Afigura-se-nos que dada a forma do território feirense que se assemelha a um triângulo, o mais realista será estabelecer para o “Transfeira” que assumidamente aqui defendemos, a circulação em três coroas de circulação que se posicionariam de acordo com esses três vértices e se entrecruzarão na Estação Central Rodoviária. Para suprir eventuais carreiras que se justifiquem para além do atrás referido, reuniremos com todos os parceiros do sector dos transportes de passageiros aos quais proporemos o estudo e a abertura de candidaturas para o desenvolvimento de uma rede urbana de transportes colectivos eficiente. Reivindicaremos junto da Administração Central no sentido da modernização da linha férrea – Vale do Vouga – e respectivas Estações ferroviárias e apeadeiros.

Somos também apologistas do incentivo ao uso dos transportes suaves, pelo que iremos traçar percursos de ciclóvias de raiz ou, implementar traçados nas vias existentes que o permitam.

Por último, e não necessariamente por essa esta ordem abordaremos a questão da melhoria das condições de espera e abrigo dos passageiros, dando particularmente atenção às condições exigíveis para o acesso e informação a pessoas com deficiência. Estudaremos também uma solução que cumpra capazmente as necessidade dos nossos núcleos escolares de 2º, 3º ciclos e secundário, que estão pessimamente servidos neste âmbito.

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Joaquim Dias (BE)

A existência de uma rede de transportes públicos intra-concelho e inter-concelhos funcional e acessível a todos é condição essencial para a dinamização do concelho. A fraca cobertura territorial e o seu deficiente funcionamento tornaram a rede do Transfeira incapaz de responder às necessidades dos cidadãos. É urgente a criação de um Centro Coordenador de Transportes em Santa Maria da Feira para transformar a actual manta de retalhos de autocarros que percorre o concelho e melhor servir a população. É necessário garantir que todos tenham a informação e o acesso a transportes públicos de qualidade.

Quer para os cidadãos quer para as empresas a reorganização e melhoria dos transportes resultaria em melhores condições de mobilidade e competitividade. A existência de um Centro Coordenador de Transportes permitiria que Santa Maria da Feira se desenvolvesse economicamente, havendo assim condições para a criação de novos postos de trabalho

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