5 Candidatos 5 Questões - Desemprego

Após o meu pedido feito há três semanas, com menor ou maior dificuldade, todos acederam e concordaram em responder às minhas “5 Questões”!5 final1

2ª Questão:

Por certo que o combate ao desemprego é uma das suas prioridades! Que medida a curto e médio prazo pretende tomar para travar esse flagelo?

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Alferes Pereira (CDS-PP)

A Câmara não é um centro de emprego, é verdade, mas pode ajudar de forma decisiva muitas pessoas e famílias que vivem tempos angustiantes. Para as famílias numerosas o apoio tem de ser reforçado nos transportes das crianças para a escola, material escolar e alimentação.

As Juntas de Freguesia são fundamentais no combate à pobreza pois conhecem muito melhor a realidade que os técnico camarários ou mesmo da Segurança Social. É preciso dota-las de meios técnicos, humanos e financeiros adequados para esse combate. É muito positiva a ideia avançada por muitas freguesias em constituir gabinetes de apoio aos seus cidadãos

As IPSS são, na nossa opinião, outro parceiro fundamental nesta batalha. O caminho é a criação de parcerias possibilitando às IPSS´s o baixo custo ou mesmo a isenção de serviços básicos. Essas parcerias podem continuar com as grandes cadeias de hipermercados que, com géneros, podem contribuir de modo decisivo. Nós entendemos que apoio deve ser tendencialmente em isenções e géneros pois se em dinheiro nem sempre a aplicação é a mais correcta. A assistência social a famílias em risco tem de ser redobrada pois há muitos casos de pobreza escondida.

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Alfredo Henriques (PSD)

É a minha principal prioridade para o próximo mandato.

Entendo que o combate ao desemprego deve assentar no crescimento económico e empresarial. Só assim é possível gerar emprego. Vamos construir 3 grandes parques empresariais e estamos a promover o maior investimento público de sempre, no nosso concelho.

Paralelamente, estamos a apostar forte no apoio social aos desempregados, com especial incidência na área da educação. Não quero que nenhum jovem deixe de ter oportunidade de prosseguir os seus estudos por a família se encontrar numa situação de desemprego.

Nos casos mais graves, estamos a apoiar as famílias em várias vertentes, incluindo a distribuição de cabazes de alimentos.

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Antero Resende (CDU)

Por certo que o combate ao desemprego é uma das suas prioridades! Que medida a curto e médio prazo pretende tomar para travar esse flagelo?

A opinião dos portugueses é inequívoca em todos os estudos de opinião “o combate ao desemprego deverá ser a máxima prioridade da intervenção dos políticos”.

Aveiro, continua a ser o quinto distrito com mais desemprego registado. O número de desempregados registados representa 9,93 da população activa. Em Santa Maria da Feira num período de um ano(de Julho de 2008 a Julho de 2009) o desemprego aumentou 59,87% ou seja 3181 novos casos, colocando o nosso município como aquele que em números totais globais maior numero de desempregados apresenta no meio da sua população em idade activa.

O pior indicador do concelho é mesmo o desemprego, com 8494 cidadãos feirenses oficialmente registados como desempregados, o que representa aproximadamente 23% do total do distrito de Aveiro.

O desemprego e os baixos salários praticados contribuem, em muito, para os níveis preocupantes de exclusão social e pobreza existentes no município da Feira.

A exclusão do mercado de trabalho tem como consequência inevitável a exclusão social. A CDU Feira assume a defesa intransigente de colocar como prioridade absoluta a criação de emprego, articulado com uma adequada politica de investimento e criação de empregos públicos. O combate ao desemprego cria também paz e justiça social. Achamos que o desemprego é uma situação problemática, mas não incontornável.

Em nossa opinião o acesso ao micro crédito poderá ser um instrumento válido de combate ao desemprego de franjas das nossas sociedades que não encontram alternativa no mercado de trabalho, podendo criar, quando mais localizado, uma dinamização da economia local, revitalizando algumas áreas de negócio a nível local.

Uma das grandes tarefas que a autarquia em nossa opinião deverá levar a cabo será a da aplicação de programas de combate ao desemprego, enveredando por investimentos públicos que contemplam a formação profissional de jovens, de modo a terem capacidade para criarem, eles próprios, micro pequenas empresas.

Competirá igualmente à câmara, incentivar e promover exemplarmente o consumo dos produtos e produções locais, nas cantinas e refeitórios debaixo da sua alçada. A câmara estabelecerá uma moratória de colocação dos produtos locais à venda até escoamento nos hiper e supermercados e outros e estabelecimentos, a fim de se incentivar assim as produções e o consumo local.

À câmara competirá igualmente implementar um plano de reabilitação urbana de imóveis degradados começando por aqueles que são seu património. Pretende-se assim dar um forte incentivo à construção e obras públicas, não pela vertente da construção de mais e mais betão, mas sim pela vertente da recuperação imobiliária. Assim, das escolas aos centros de dia, dos jardins aos equipamentos desportivos, das estradas municipais às pontes e outras obras de arte de engenharia o muito que se poderia investir incentivando o emprego, criando riqueza e ao mesmo tempo preservando o património que é de todos.

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Joaquim Dias (BE)

É imperiosa uma mudança do paradigma de desenvolvimento no Concelho. Para o BE urge um plano de qualificação moderno e ajustado às reais necessidades do Concelho, implementado pela autarquia que abranja trabalhadores e empresários. Um Concelho qualificado é um Concelho melhor preparado para enfrentar a crise.

A mudança de paradigma deverá acontecer também na gestão das zonas industriais e no tratamento fiscal das empresas, promovendo políticas que permitam a revitalização do tecido empresarial do concelho, particularmente das suas pequenas e médias empresas.

Caracterização das zonas industriais:

· Caracterização de matérias manuseadas

· Nível de risco em caso de acidente

· Caracterização do tipo de emprego

· Levantamento do tipo de empresas de cada zona industrial

· Estrutura de redes de transportes

Estabelecer contratos com empresas que se queiram instalar no concelho nomeadamente através de pagamentos de rendas competitivas em que seja claro que se a empresa quiser abandonar o concelho ou paga o terreno ao preço actual ou devolve-o no mínimo em condições ambientais semelhantes ao que o recebeu.

Grande parte dos empresários do nosso concelho não tem qualificações suficientes para inovar em novos produtos, e desta forma atrair novo consumidores e novos mercados

· Revitalização do gabinete para ajudar os pequenos empresários a modernizar-se através de candidaturas a programas do tipo do QREN e outros;

· Este mesmo gabinete deveria criar vasos comunicantes entre as empresa dos diversos sectores para que se pudessem criar sinergias entre todas e sempre que possível abastecer-se de produtos produzidos por empresas feirense: produzir local, consumir local.

Criar condições para que os jovens inovadores e licenciados se fixem no concelho criando indústrias inovadoras. Esta é uma forma de combater a o tipo de indústria empregadora do nosso concelho, assente em mão de obra pouco qualificada, que originou o estado a que chegou o país e o concelho em particular.

Criar condições para que empregados de longa duração possam criar micro empresas de forma a combater a exclusão. O concelho e país precisa do conhecimento adquirido pela experiência de uma vida de trabalho e mesclar esta prática com a inovação dos jovens licenciados feirense.

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Alcides Branco (PS)

O problema do desemprego galopante no concelho de Santa Maria da Feira preocupa-nos imenso. Uma câmara municipal não é verdadeiramente a culpada da crise económico-financeira existente à escala global, mas este presidente nunca tratou de criar condições para que existissem novos investimentos neste concelho. Em 2001, Santa Maria da Feira tinha pleno emprego e este mesmo presidente disse que não deveriam existir mais Zonas Industriais. Hoje, a reboque do PS, já fala de outra forma porque o desemprego atinge os 12% e cerca de 9.000 desempregados, números do Instituto de Emprego e Formação Profissional respeitante a Agosto. Cremos que é para tapar o sol com uma peneira. Está na câmara há demasiado tempo e nunca pensou em ter um planeamento do território diferente.

Queremos criar Zonas Industriais devidamente infraestruturadas e com valências colectivas que sirvam os trabalhadores. Criaremos espaços qualificados para acolher actividades inovadoras e de base tecnológica. Criaremos duas grandes zonas industriais no concelho e promover uma política de incentivos à instalação de empresas, através da venda de terrenos a 1 euro m2 com a redução de taxas municipais, este último item sempre rejeitado pelo PSD durante o mandato que está a terminar. Reduziremos para 90 dias o prazo médio de pagamento às empresas e eliminaremos os procedimentos, licenças e quaisquer condicionamentos inúteis que oneram empresas e prejudicam a criação de emprego. Daremos todo o apoio à “diplomacia económica” com vista à captação de investimento em articulação com as políticas do Governo no domínio da internacionalização das empresas, com especial destaque para o sector corticeiro. Em suma, é determinante actuar de forma a criar as condições para atrair investimento e consequentes oportunidades de emprego. Estaremos atentos e em permanente diálogo com a AEP, por causa dos investimentos a existir na zona do Europarque.

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