(Nota: Nestas, assim como nas anteriores questões, já contêm a respostas de Alcides Branco que só hoje as enviou)
Após o meu pedido feito há três semanas, com menor ou maior dificuldade, todos acederam e concordaram em responder às minhas “5 Questões”!
3ª Questão:
A Viagem Medieval e o Imaginarius são uma imagem de marca do próprio concelho. Pergunto: são para se manter ou acabar? Se se terminar com um dos eventos, qual será o escolhido? A manter-se, haverá alterações? Quais?
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Alfredo Henriques (PSD)
Quer a Viagem Medieval quer o Imaginarius são para manter e melhorar, de forma a continuarmos a aumentar o envolvimento das associações e população em geral.
Vamos avançar para a criação do cluster de indústrias criativas na área das artes de rua.
O objectivo é que em Santa Maria da Feira se comecem a produzir espectáculos para venda ao exterior.
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Antero Resende (CDU)
Antes de mais convém esclarecer o que é para nós cultura;
Se assumirmos que cultura é o conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes que distinguem um grupo social de outro, um povo de outro. Se assumirmos a cultura como a reunião dos produtos e valores materiais e espirituais constituintes da identidade de um povo, no período de sua história. Se assumirmos que é a maneira de viver de um povo, então, a cultura engloba tudo o que um povo aprende, produz e adopta como hábitos de vida, a sua língua, a sua história, as suas obras de arte, os seus costumes de alimentação e suas tradições religiosas.
A palavra cultura em sumula abrange várias formas artísticas, mas define tudo aquilo que é produzido a partir da inteligência humana.
Ora a “Viagem Medieval” em Terras de Santa Maria, apelidada pelos seus mentores e organizadores como “o maior evento de recriação medieval da Europa” sendo igualmente epigrafada de “evocação histórica” assume-se cada vez mais como uma invenção histórica. Aquilo que inicialmente tinha como objectivo a envolvência dos alunos na representação de quadros temáticos com conteúdos históricos dos seus programas, para assim se promover a aprendizagem e o gosto pela História de Portugal. Inicialmente aproveitado pela Associação de Pais do Jardim Infantil do Castelo que ali montou uma barraca para a venda de fêveras, para angariar fundos para a construção de um parque infantil, acabou por descambar neste verdadeiro meeting do porco no espeto e da fêvera, que hoje indesmentivelmente é, desvirtuando toda a filosofia inicial. Esta é assumidamente uma cultura de massas, e, toda cultura produzida para a população em geral independentemente das heterogeneidades sociais, étnicas, etárias, corre o risco de virar “fast food cultural” com carateristicas de romaria, que foi o que acabou por acontecer a este “invento” cultural. Achamos que verificada a reprodução semiótica que se verifica por todo o país, a Viagem só tem uma opção que é regressar às origens despindo-se de toda a carga de vendilhões e apontando nitidamente para um evento de qualidade fidedignamente histórica.
Em relação ao Imaginarius, só nos merece um reparo a politica de contratualização que é vigente pelo pelouro da cultura. Nos últimos anos, muitas vezes parece transparecer que as opções são feitas por catálogo, sem qualquer pré visionamento dos espectáculos ou representações, o que posteriormente tem vindo a gerar dissabores e verdadeiras desilusões, apesar dos nomes trazidos à estampa nos cartazes de publicidade do evento cultural serem sempre apregoados, como sendo de dimensão internacional.
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Joaquim Dias (BE)
Para o BE devem-se manter, mas em moldes diferentes. A Viagem Medieval deve ser efectivamente um evento cultural e não um evento gastronómico ou comercial. A política cultural tem-se pautado por uma razoável programação cultural. Em contra partida a produção cultural local é exígua, não criando novos públicos. Os grupos feirenses que actuam na viagem medieval e no Imaginarius devem ser remunerados como os que vêm de fora.
Para esta candidatura o papel a desempenhar pela Cultura deve ser contribuir para uma maior a consciencialização dos cidadãos, despertando-os para uma intervenção mais activa na sociedade, dos seus direitos e deveres, de curiosidade por novos saberes, novos horizontes e o mais fundamental: fornecer-lhes os ensinamentos suficientes para produzir pensamento crítico. Só assim poderemos construir um outro modelo de sociedade, mais justa e solidária.
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Alcides Branco (PS)
Continuaremos com os eventos referidos. O Imaginarius e Viagem Medieval têm que se descentralizar e só se fará isso através do associativismo, isto é, estes eventos deverão ser vistos como um movimento do associativismo do Concelho. A Empresa Municipal que gere estes eventos deverá ter menos dependência financeira da Câmara Municipal.
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Alferes Pereira (CDS-PP)
A Cultura é encarada como um dos pilares para a sustentabilidade e desenvolvimento local, pelo que, o CDS-PP comprometer-se-à com políticas culturais com ambição estratégica e democratizante.
No caso do Imaginarius a aposta está ganha e o único caminho a seguir é o aumento da qualidade mas de forma sustentada.
A Viagem Medieval afirmou-se no país e Europa sobretudo devido sua dimensão. A parte cultural é sistematicamente esquecida. Chegou a altura de a aposta na vertente cultural ser mesmo uma realidade e prioridade.
O CDS-PP feirense defende a elaboração da Carta Estratégica para a Cultura de Santa Maria da Feira sobre as prioridades em cultura para um concelho, realizado por todos os agentes culturais do território com a cidadania e a administração pública.
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