Nota de imprensa: Miguel Viegas e Lúcia Gomes em mais uma ronda pelo distrito.
Amorins e Irmãos, IPOCORK e Corticeira Amorim
Aproveitando a hora de almoço e a mudança de turnos, Miguel Viegas e Lúcia Gomes estiveram hoje à porta de várias empresas onde prosseguiram os contactos com os trabalhadores. O sector da Cortiça é justamente aquele onde a desigualdade na distribuição da riqueza é mais gritante. Com efeito, convivem hoje em Santa Maria da Feira as maiores fortunas de Portugal, adquiridas à custa de gerações de trabalhadores pagos com os mais baixos salários do pais. A discriminação salarial entre homens e mulheres é outra chaga social que caracteriza este sector, apesar do acordo recentemente assinado entre patrões e sindicatos que minimiza esta situação.
Começando pela Amorins e Irmãos, onde Lúcia Gomes tinha assistido a um plenário na véspera, os dois candidatos acompanhados por outras activistas seguiram para a IPOCORK, empresa especializada em produtos derivados da cortiça e onde trabalham largas centenas de trabalhadores. Finalmente a ronda acabaria na Corticeira Amorim.
Instituto do Emprego e Formação Profissional de S. João da Madeira
Durante a tarde, os dois candidatos, Miguel Viegas e Lúcia Gomes, acompanhados por Fátima Guimarães igualmente candidata e Joaquim Almeida, mandatário da candidatura distrital, estiveram reunidos com a responsável pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional de S. João da Madeira. Numa longa e profícua reunião foi possível traçar com mais rigor o actual estado do emprego e da falta dele na região. Uma situação dominado por um afluxo de milhares de desempregados resultante do encerramento de centenas de empresas em diversos sectores mas com particular destaque para a indústria. Um aspecto revelador do fracasso das politicas educativas das últimas décadas está na tremenda falta de qualificações de grande parte dos novos desempregados, muitos dos quais numa situação muito perto do analfabetismo, apesar de nascido já depois do 25 de Abril. Outras questões levantadas ao longo da tarde foram a presença das empresas de trabalho temporário, a formação profissional, o programa “Novas Oportunidades” ou ainda os estágios profissionais e o respectivo saldo líquido na criação de emprego estável e duradouro. Perante as muitas dúvidas persiste uma certeza: o IEFP irá continuar com muito trabalho, não só devido ao anunciado encerramento de muitas empresas mas também ao quadro de precariedade generalizada que domina o actual mercado laboral.
Aveiro, 17 de Setembro de 2009
A Comissão Coordenadora Distrital de Aveiro da CDU
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