Troca de Comunicados

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Se eu fosse o nosso “Avariador peso-pesado”, fazia agora um comunicado em defesa do Vereador. Pois no comunicado, o nosso “avariador” é tratado como “verador”!

Esquecendo este pequeno erro….vamos à troca de palavras entre os nossos estimados “Peso-Pesado e Dom Alcaide”!

Numa recente entrevista do nosso “Avariador Peso-pesado” ele disse isto:comunicado-3

“Este Alcides Branco não é aquele Alcides Branco carismático, que já foi presidente de Câmara alguns anos. Este é o mesmo Alcides Branco que  foi candidato há alguns anos e que teve meia dúzia de votos”.

(fonte Terras da Feira)

E mereceu uma resposta assim:

“EM DEFESA DA MEMÓRIA DO MEU PAI”

COMUNICADO

Recentemente o verador José Manuel Oliveira, do PSD, veio numa entrevista ao jornal Terras da Feira invocar, de forma despudorada, o nome do meu pai com objectivos políticos.

Não lhe admito que faça, neste contexto, alusão ao meu pai, falecido em 1992, de quem preservo gratas e imensas memórias! comunicado-2

Acho perfeitamente descabido, despropositado, ofensivo e mesmo insultuoso que o tenha feito num contexto de pré-campanha eleitoral.

Esta referência ao Presidente da Câmara, Alcides Branco, que governou o concelho entre 1972 e 1974, é não só deselegante sob o ponto de vista pessoal, como errada do ponto de vista político.

Iniciativas como a aprovação da candidatura, para o início da construção da rede de saneamento, em freguesias que acolhiam instalações da industria corticeira, como Lourosa e Stª Maria de Lamas, ou a execução do nó da auto-estrada para Stª Maria da Feira, são alguns dos legados que o executivo de então deixou a este concelho, e que só confirmam esse mesmo erro despudorado e deselegante.

A população do Concelho de Santa Maria da Feira tem uma boa lembrança desses tempos e sabe comparar a obra e a visão que o meu pai deixou e mostrou, com a de outros que perpetuando-se no poder há mais de 23 anos, pouca coisa acabarão por deixar.

Senhor Vereador, às suas imprecisões e à falta de verdade de muitas das suas afirmações sobre outras questões, responderei noutro momento.

Alcides Branco

Candidato do PS à Presidência da Câmara Municipal de SMF

(Fonte Partido Socialista)

E que por sua vez resultou nisto:

“Carismático” é ofensivo? vereador zé manuel

Esta é a primeira vez (podendo ou não ser a última) que me dirijo aos jornais para comentar um comunicado onde sou visado, de facto não o tenho por hábito, mas ao ler o Comunicado do Candidato Alcides Branco sob o título “Em defesa da memória do meu pai”, não podia deixar de fazê-lo. Numa primeira fase fiquei na dúvida se teria ofendido inadvertidamente a memória de alguém. Mas, acto contínuo, li as declarações por mim proferidas, verifiquei que não e fiquei perplexo. Nesse comunicado, o candidato do PS fazia “a sua” interpretação de parte da entrevista por mim concedida ao jornal Terras da Feira.

Para o leitor que leu o comunicado e não leu o que eu disse em relação a “este” candidato e “aquele” seu pai aqui dou por reproduzido o afirmado e publicado na edição do TF de 29 Junho de 2009:

“Este Alcides Branco não é aquele Alcides Branco carismático, que já foi presidente de Câmara alguns anos. Este é o mesmo Alcides Branco que foi candidato há alguns anos e que teve meia dúzia de votos”.

Apesar da dúvida, considerei que não, isto não podia ser pura maldade, deviam haver outras razões, então pensei, será que Alcides Branco:

1. Não sabe o significado de “carismático” e por isso não gostou que eu considerasse o seu pai como tal?

2. Não percebeu o texto e inverteu os lugares, usurpando o lugar do pai nas minhas considerações?

3. Á falta de melhor (propostas para o Concelho), numa atitude de donzela ofendida se está a tentar auto-vitimizar?

4. Quer confundir os eleitores e ir à boleia do bom-nome do seu pai?

5. Está desnorteado?

Concedo-lhe a dúvida de acreditar que poderá ser possível, mas estou convicto que o seu pai com os princípios que lhe eram reconhecidos (espero que não considere isto uma ofensa à sua memória) ficaria muito desiludido com a forma como está a tentar conduzir esta campanha. Estou mesmo convicto que (“aquele”) não hesitaria em dar-lhe um forte “puxão de orelhas”, chamando-o à razão.

Após este episódio todos poderão tirar as ilações que entenderem.

Eu cá por mim vou continuar a honrar os princípios que o meu pai me incutiu.

José Manuel Oliveira, Vereador

(fonte Correio da Feira)

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